Como lidar com casos de urgência e emergência psiquiátrica Destaque

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Denise Pereira – Foto - Arquivo

 

É de conhecimento da população que em casos de urgência e emergência deve-se chamar uma equipe com ambulância pelo 192 (SUS), quando se está em área interna, e pelo 193 (Corpo de Bombeiros), no caso de estar em via pública. Entretanto quando se trata de casos de psiquiatria, como crises de ansiedade, surtos psicóticos, problemas decorrentes ao uso e abuso de álcool e drogas, entre outros, a dúvida é frequente.

- Se o paciente estiver agitado, a ambulância (do SUS) não estrutura para fazer a remoção. Quando está agressivo, não pode ser contido nem controlado por enfermeiro, seja em casa ou na via pública. É preciso, quando fizer o contato para chamar a ambulância, já informar que se trata de um caso psiquiátrico para que um profissional do Corpo de Bombeiros possa acompanhar.  Ele será a autoridade para que se possa entrar na casa da pessoa e fazer a contenção, porque senão fizer isso o paciente pode vir até a processar o profissional de saúde. O próprio pronto-socorro chama o bombeiro – explicou o coordenador do Programa de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Rui Stockinger.

Segundo o coordenador, o paciente é levado para o setor de urgência e emergência psiquiátrica do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, onde poderá ficar internado e recebendo acompanhamento em leito de 72 horas.

- Se não melhorar pode ficar até três dias no leito para evitar uma internação num hospital psiquiátrico – afirmou.

Em Petrópolis, o hospital, nesses casos, é o Santa Mônica, na localidade Roseiral. Além dele, a rede de saúde mental da cidade é composta por urgência e emergência psiquiátrica em funcionamento por sete dias na semana durante 24 horas, com sete psiquiatras (1 por dia), além de técnicos de enfermagem para a especialidade, assistente social e psicóloga. Conta ainda com dez leitos crise 72 horas (cinco masculinos e 5 femininos) no HMNSE; e ambulatórios e postos de saúde para acompanhamento e atendimentos.

De acordo com o coordenador do Programa de Saúde Mental de Petrópolis, na urgência do município, os casos mais comuns são crises de ansiedade (que corresponde a 20% do total); angústia; depressão; transtornos fóbicos, de pânico e surtos psicóticos; além de problemas devido ao uso e abuso de álcool e drogas.

- São bastante comuns transtornos neuro-vegetativos, pânico, ou a pessoa ficar agressiva, perder a noção de tempo e espaço, tem muitos casos também de depressão, e o familiar pode perceber quando ver que a pessoa perdeu o interesse pelas coisas, por isso, deve buscar ajuda de psicólogos ou psiquiatra antes que a situação se agrave, podendo levar a uma internação, uso de medicamentos e até suicídio – afirmou.

Com a implantação do Samu em Petrópolis, Rui Stockinger acredita que será mais uma ferramenta para a urgência e emergência psiquiátrica.

- Às vezes falta ambulância, mas com o Samu vai acabar com essa situação – disse.

 

Onde buscar atendimento

 

Segundo o especialista, 20% das pessoas em algum momento da vida podem sofrer algum transtorno depressivo. Para garantir o tratamento, a rede do setor no município é composta ainda por um ambulatório de saúde mental de clínica ampliada no primeiro distrito (na Rua Floriano Peixoto, 125); um ambulatório de saúde mental inserido no ambulatório de especialidades do Hospital Alcides Carneiro; postos de saúde com serviços de psicologia localizados no Centro de Saúde do Itamarati, Posse, Pedro do Rio e Araras; CAPS - Centros de Atenção Psicossocial – Nise da Silveira (Rua Montecaseros); CAPS I Silvia Orthof (Rua Floriano Peixoto); CAPS AD – Álcool e Drogas – Fênix (Rua Monsenhor Bacelar), além de equipe de supervisão com dois profissionais e serviço residencial terapêutico.

No Ambulatório do Centro, há psicólogos para adultos, adolescentes e crianças, psiquiatras, neurologista Adulto e Infantil, neuropediatra e assistentes sociais. No CAPS I , há uma equipe completa para problemas de conduta, autismo, transtorno de atenção, etc. No Ambulatório do Alcides Carneiro são 2 psicólogos.

O coordenador do Programa de Saúde Mental do município explica a importância dos CAPS. Segundo Rui Stockinger, eles atendem problemas complexos, como psicoses, depressões graves, dificuldades de gerir a própria vida. São oferecidos atendimento médico, social, psicológico, atividades de reabilitação social, alimentação e atividades diárias várias de inclusão social. Já o Ad é para orientação ou tratamento para usuários de álcool e drogas e funciona 24 horas, inclusive no próximo dia 26, será iniciada a Semana Nacional de Atenção ao Uso do Álcool e outras Drogas.

- Vamos distribuir material informativo, fazer uma campanha voltada para a população e mostrar os índices referentes ao álcool e drogas – finalizou.

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