Estudo aponta baixo nível de escolaridade de brasileiros

Publicado por em 15 de setembro de 2018

Segundo um estudo divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento econômico (OCDE), o Brasil é um dos países com o menor número de pessoas com o diploma do ensino médio, mais da metade (52%) das pessoas com idade entre 25 e 64 anos não chegou a esse nível de formação. A organização, destaca que o menor nível de escolaridade está associado com a desigualdade de renda. No caso do Brasil, o país registra o segundo maior nível de desigualdade de renda dentre os 46 países que fizeram parte do estudo, atrás apenas da Costa Rica. O índice de pessoas que não cursaram o ensino médio no Brasil é maior que o dobro da média da OCDE, sendo menor apenas que o da Costa Rica (60%) e do México (62%), os mais elevados do estudo.

Estudo mostra que o Brasil é um dos países com o menor número de pessoas com o diploma do ensino médio

O Brasil fica atrás mesmo de países latino-americanos, como Argentina (39%), Chile (35%) e Colômbia (46%). O estudo abrange as 36 economias da OCDE, todas consideradas desenvolvidas, além de 10 países parceiros da organização, casos de Brasil, África do Sul, Argentina, China, Colômbia, Índia e Rússia. Segundo a organização, os que deixam a escola antes de completar o ensino médio enfrentam não apenas dificuldades no mercado de trabalho, com menores salários, mas também têm competências cognitivas e de memória, habilidades motoras, atenção, entre outras, bem inferiores aos das pessoas que possuem essa formação.

A OCDE também ressalta o número relativamente baixo de alunos com mais de 14 anos de idade inscritos em instituições de ensino no Brasil. Apenas 69% daqueles entre 15 e 19 anos e somente 29% dos jovens de 20 a 24 anos estão matriculados, de acordo com a OCDE. A média nos países da organização é, respectivamente, de 85% e 42%. A organização destaca também a disparidade regional entre alunos que conseguem atingir o ensino superior no Brasil “é, de longe, a maior na comparação com toda a OCDE e países parceiros”, incluindo grandes países como os Estados Unidos e a Rússia, que também possuem várias áreas de diferentes tamanhos e populações. Um retrato disso é que no Distrito Federal 33% dos jovens adultos conseguem chegar até a universidade, enquanto no Maranhão, o estado que tem o menor PIB do país, esse número é de apenas 8%.

No Brasil 17% dos jovens adultos conseguem chegar até as universidades, 27% a menos que a média da OCDE, número que deixa o Brasil atrás de todos os países da América Latina com dados disponíveis. A diferença de gastos por estudante entre o ensino superior e o básico no Brasil é o maior entre todos os países da OCDE e economias parceiras analisadas no estudo da organização.

Escrito por Gabriel Torres e revisado por Andrey Mattos



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