Perda do emprego é difícil, mas deve ser vista como oportunidade

Publicado por em 23 de julho de 2016

 

carteira

Hora de reinventar!
Perda do emprego é difícil, mas deve ser vista como oportunidade
Em tempos de crise econômica, a preocupação e a insegurança passam a fazer parte da rotina dos brasileiros, seja pelo medo de perder o emprego ou pela dificuldade em se recolocar no mercado de trabalho. Embora seja difícil evitá-la, essa tensão constante pode trazer malefícios à nossa saúde, por isso, especialistas garantem que o melhor a ser feito é manter uma atitude positiva para vencer o período difícil e fazer dele uma grande oportunidade para recomeçar.
Recentemente, o IBGE divulgou índices alarmantes sobre o desemprego no país. Segundo o órgão, o número de pessoas desocupadas no Brasil chegou a ultrapassar os 11 milhões neste ano. A psicóloga Cátia Carrano, da Clínica Maurício Baisch, diz que a demissão afeta tanto quem está sendo demitido, quanto aquele que tem a missão de dar a triste notícia, que pode sofrer com culpa, perda de sono e irritabilidade.
“Para quem foi desligado, a perda do emprego pode significar muito mais que um abalo financeiro, mas uma perda de identidade. Muitas vezes, o indivíduo se vê como o gerente de determinada empresa e quando deixa esse cargo, pode ocorrer uma falta de identificação, de objetivo ou de força. Sem contar com o sentimento de menos valia que o desligado pode ter, que costuma gerar um alto impacto na autoestima, sobretudo se a pessoa é provedora da família”, explica a psicóloga.
É claro, em uma situação de demissão, é normal sentir-se triste e lamentar a perda. No entanto, é importante passar por este momento e fazer uma autoavaliação, relembrando todas as competências e méritos que se teve na posição anterior. Desta forma, é possível lidar melhor com esses sentimentos e perceber que o emprego não deu errado, apenas durou o tempo que devia durar, abrindo um canal para novas possibilidades.

Segundo Cátia, por outro lado, a dificuldade em encontrar uma vaga no mercado de trabalho também afeta o dia a dia da pessoa. “Essa busca é um período de muito estresse, incerteza e preocupação. Tudo isso pode desencadear depressão, insônia, ansiedade, dores de cabeça e de estomago, perda ou aumento do apetite, além de muitos outros problemas… Sem falar da irritabilidade ou até isolamento”, conta a profissional, ressaltando que o apoio da família, amigos e até o acompanhamento de um psicólogo fazem grande diferença. “O tratamento pode ajudar no processo de descoberta dos pontos positivos e competências do paciente, mudando a forma como ele lida com este momento complicado”.
Foi difícil para a shiatsuterapeuta Fernanda Almeida, que passou um ano procurando uma colocação no mercado de trabalho. Após muitos currículos entregues, ela finalmente conseguiu uma vaga. “A espera valeu a pena! Consegui um emprego e agora posso acertar a minha vida novamente… O mais importante é não desanimar e estar sempre buscando as oportunidades. Quem não desiste sempre é recompensado”.
Para Cátia, muitas vezes vivemos em uma zona de conforto, que nos impede de ousar, por isso, a dificuldade pode incitar no sujeito a criatividade e a inovação. “Quando a pessoa consegue passar pelo momento de tristeza e analisar, de forma consciente, as oportunidades e capacidades, ela pode mudar. O momento do caos requer reconstrução, e quando isso é preciso, a oportunidade de começar diferente fica mais clara. Quanto mais a pessoa estiver preparada psiquicamente, mais fácil será esse processo, fazendo com que a transição possa ser vista de forma positiva. É hora de se reinventar”.



Comentários Fechados