Bombeiros seguem combatendo incêndios florestais em Petrópolis

Publicado por em 14 de outubro de 2014

Reportagem: Gustavo Kronemberger
Edução para web: Fernanda Vox

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Nesta terça-feira(14) os bombeiros continuaram no combate aos focos de incêndio em Petrópolis. Estavam previstas a utilização de seis helicópteros na operação, mas o tempo pela manhã, não permitiu a chegada das aeronaves.

A operação coordenada pelo Corpo de Bombeiros, e com o apoio do INEA, Polícia Militar e Civil e Defesa Civil foi montada para combater os diversos focos de incêndio que atingem várias regiões da cidade. De acordo com dados do Coronel Roberto Robadey, Comandante da área Serrana do Corpo de Bombeiros, ontem foram realizados 18 atendimentos e na madrugada de hoje, mais três.

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Em todo o município de Petrópolis, 22 km quadrados, já foram afetados pelas chamas. Entre eles, a área de proteção ambiental e do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Ontem foi montada uma base no Sítio Cavalo Baio, na localidade conhecida como Mata Porcos por 50 homens do Ibama e do Parnaso para combater os focos de incêndio na região. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, nenhuma residência foi afetada diretamente pelas queimadas.

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Os incêndios, em sua grande maioria, são provocados pela população, o que configura crime ambiental. A lei federal prevê prisão de 2 a 4 anos e multa. “Nossa experiência demonstra que não existe a possibilidade disso não ter ação humana. Alguém colocou fogo em lixo, uma prática ilegal. As pessoas precisam perder essa prática, perder esse costume principalmente nessa época.” Declarou o Comandante Robadey.

As pequenas queimadas são ainda mais perigosas durante esse período de estiagem. Segundo o Comandante “A perda do controle de uma queimada vai se alastrar pelas nossas montanhas e vai chegar a lugares que a gente só vai conseguir combater com aeronaves. Isso é um combate caro, difícil, demorado e que depende de uma série de fatores. Então é preciso que a população se conscientize de não praticar essas pequenas queimadas”.

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Além dos problemas que estamos vendo neste momento, as queimadas que ocorrem nos períodos de estiagem podem trazer ainda mais prejuízos para os meses de chuva. “Com a perda da cobertura vegetal pela queimada nesses morros íngremes com inclinação acentuada, certamente qualquer chuva poderá provocar deslizamentos. Pode provocar, e mesmo em áreas remotas que não tenha residências próximas, essa lama vai para os rios, provocando assoreamentos. Ou seja, a gente só tem a perder com as essas queimadas. Tudo por causa de um lixo que o cidadão poderia enterrar ou poderia colocar para a coleta buscar. Ele tem várias soluções para dar destino a esse lixo e escolhe a pior opção que traz uma série de transtornos.” Apela o Comandante.



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